O desafio era criar uma marca de sushi jovem, prática e urbana, inspirada em uma forma de consumir que já ganha espaço fora do Brasil: uma embalagem que permite levar o produto e comer enquanto a vida acontece.
Pensei em pessoas que gostam da culinária e da cultura japonesa, mas nem sempre têm tempo para o ritual de sentar, preparar o molho e comer com calma. Jovens com uma rotina intensa, como os que circulam pela Faria Lima, foram uma referência para imaginar essa experiência.
A pergunta que guiou o projeto foi: como fazer o sushi acompanhar essa rotina sem perder personalidade, sabor e cuidado com a experiência?
A ideia central: sushi em movimento
A Rolly nasceu da ideia de transformar a maneira de consumir sushi. Uma marca divertida, jovem e prática, que aproxima a comida japonesa da mobilidade e do lifestyle urbano contemporâneo.
Do produto à embalagem, tudo foi pensado para tornar a experiência mais simples, livre e divertida. Esse pensamento ganhou forma no manifesto:
Na rua, no intervalo, no parque, no caminho, onde der vontade. Criamos a Rolly para colocar o sushi em movimento: mais liberdade, mais praticidade e mais sabor.
O posicionamento poderia ser resumido em uma frase: comida japonesa com atitude urbana.
A proposta não era parecer um restaurante japonês tradicional, nem se limitar à ideia de fast food. Era construir uma experiência própria, orientada por movimento, conveniência e personalidade.
Uma personalidade que orienta o design
Definir a personalidade da Rolly foi importante para manter coerência em todas as escolhas. Ela precisava ser divertida sem ser infantil, irreverente sem exagerar, jovem sem parecer adolescente, prática sem ser genérica e colorida sem virar um caos.
A Rolly não se leva a sério demais, mas leva o design, o produto e a experiência do consumidor muito a sério.
Essa personalidade também aparece na linguagem: frases curtas, diretas, divertidas e confiantes, com uma dose de rebeldia. A marca fala pouco, mas fala com presença.
Um universo visual com movimento
O logotipo é o principal elemento de reconhecimento da marca. Suas formas arredondadas, orgânicas e expressivas traduzem proximidade, diversão e movimento.
Os grafismos ampliam essa ideia. As linhas representam fluxo e continuidade, dando expressão visual a uma marca criada para acompanhar pessoas em movimento.
Também desenvolvi stickers colecionáveis que transformam ingredientes, símbolos e referências japonesas em pequenos personagens. Eles aparecem na identidade e ajudam a construir um universo que pode ser reconhecido, compartilhado e colecionado.

A embalagem como parte da experiência
A embalagem foi um ponto de partida para o projeto. A partir desse formato, construí o universo da marca e a proposta de consumo.
O sistema permite elevar o sushi gradualmente enquanto ele é consumido, reduzindo a necessidade de contato direto com o alimento e facilitando o consumo em movimento.
A intenção era fazer a embalagem participar da experiência, em vez de funcionar apenas como um recipiente.
Esse cuidado se estende aos outros pontos de contato: os Rolly Pops, embalagens dos molhos extras, a sacola, os chopsticks e a embalagem principal. Tudo precisava conversar e parecer parte do mesmo universo.
Cada detalhe se tornou uma oportunidade de construir reconhecimento para a marca.

Rolly Team: uma marca que as pessoas podem vestir
Quis levar a identidade além do produto e criar uma ideia de pertencimento. Assim surgiu o Rolly Team, um universo que aproxima a equipe e os consumidores que se identificam com a marca.
Desenvolvi propostas de uniformes, camisetas e bonés que também poderiam ser comercializados. A ideia era criar peças que as pessoas tivessem vontade de usar no cotidiano.
Dessa forma, a Rolly poderia continuar presente mesmo quando ninguém estivesse com um roll na mão. O vestuário se tornaria uma extensão da identidade e uma oportunidade de divulgação orgânica.
Do universo gráfico ao espaço físico
Também considerei importante mostrar como a loja poderia traduzir a marca.
Na proposta para o espaço, cor, movimento, sinalização e embalagem trabalham juntos para criar uma experiência imediatamente reconhecível. O ambiente físico dá continuidade ao universo que começa no logotipo e acompanha o produto.
A Rolly foi pensada para ser compartilhada — na comida, nos stickers, nas roupas e nos encontros que a marca pode provocar.
Minha participação
Desenvolvi o projeto de ponta a ponta: naming, conceito criativo, posicionamento, personalidade, linguagem verbal, identidade visual e suas aplicações.
O trabalho também incluiu o universo de personagens e stickers, o sistema de embalagens, as propostas para o Rolly Team e o conceito visual da loja.
Mais do que desenhar uma marca, meu objetivo foi construir uma experiência em que cada escolha reforçasse a mesma ideia: sushi feito para acompanhar você.
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